XpK

29/09/2008

Empréstimo de bicicletas no Metrô…

Filed under: Planeta — XpK @ 17:20

Aproveitando o horário do almoço, fui conferir o empréstimo de bicicletas na estação Sé do Metrô.

Cheguei na estação da Sé umas 13:05, como não fazia idéia onde poderia ficar o bicicletário, perguntei aos guardas onde estavão os bicicletários que tinham sido inaugurados.
-Guarda 1: inauguraram bicicletário nesta estação?
-Guarda 2: Ah sim, logo ali, após os banheiros.

Os bicicletários ficam no começo daquele corredor gigante que leva das catracas da estação até o poupatempo.
Instalados do lado da ‘Cachoeira Artificial’, contam com um barulho ambiente formidável. Imagine uma versão reduzida das cataratas do Iguaçú.
Um segurança e dois funcionários estavam tocando a ‘lojinha’. Como eu já sabia da parte burocrática, prontifiquei-me com RNE (sim, sou chileno), CPF (sim, o RNE não tem o número do CPF) e cartão de crédito.
A parte mais dolorida do processo é a digitação dos dados no terminal ‘inteligente’.

Não há teclado, apenas tela sensível ao tato, e trata-se de um aplicativo Web (como tudo últimamente) rodando num navegador personalizado, que volta e meia dá umas travadas, server is not responding e talz.
O funcionário demorou 15 minutos para preencher o cadastro, sofrendo para digitar num teclado virtual criado para pessoas de dedos muito finos, ou crianças de até 10 anos. Quando disse que precisava teclar meu endereço quase perdí a fé.

Ainda bem que enquanto ele pagava os pecados na interface de usuário do aplicativo, uma funcionária já foi agilizando a Bicicleta (Sundown Wave), Capacete (Protek basicão) e cadeado (cabo de aço).

Chegou a hora de passar o cartão de crédito para provisionar a caução de R$ 350, a funcionária já me avisa deste fato de uma forma que eu não me assuste, só que como eu já estava sabendo, não cheguei a entrar em pánico, apenas um poco de suor nas mãos.

Após algumas tentativas, a maquininha estava fora do ar e tive que assinar um outro documento onde registrava o número do cartão de crédito e eu autorizava a cobrança da caução caso eu resolvesse voltar ao Chile de Sundown Wave.

Finalmente, às 13:22 estou livre, mas… por onde saio?
A moça me instruiu para sair pela escada sentido poupatempo, já que seria menor que o escadão rumo à catedral. Carreguei a bicicleta para subir as escadas, pensando o que faria uma pessoa com menos força física. Na verdade havia uma rampa muito perto no mesmo corredor, so que eu descobri apenas na volta.

Cheguei à superfície e reparo com maior atenção na bicicleta… O último usuário tinha deixado a corrente ‘cruzada’, coroa maior com o pinhão maior.
Shimano Quick Fire, v-Brakes bem calibrados, Câmbio Traseiro Shimano Tourney. Guidão bem alto (tinha uns 5 espaçadores debaixo da mesa). Canote com amortecimento e um selim bastante confortável. No garfo dianteiro, uma suspensão Zoom se não me engano. Do retrovisor há apenas a abraçadeira. Buzina não há.
Ajustei e vesti o capacete que combinou perfeitamente com minha camisa e calça social.
Feitos os cumprimentos, montei na Wave, que resultou ser macia e com boas respostas, embora achei a posição para segurar o guidão meio ‘praiana’, e a posição ao dirigir meio ‘vertical’ demais, mas acho que para algumas pessoas isto pode ser cômodo.

Desci rumo ao Terminal Dom Pedro, pela Avenida Rangel Pestana. Subi nas calçadas para escapar do viaduto, pulando guias e irregularidades do asfalto e calçada. Pouco para se ver nas redondezas do Terminal Dom Pedro. o Pior, toda rua que eu achava era contramão, então fui pelas calçadas, até que surgiu a rua Dr. Bittencourt Rodrigues, e pude avançar sossegado.

Precisava subir agora, resolvi tentar pela Ladeira General Carneiro. Cheia de gente. Não daria para circular confortávelmente. Mas tive a sorte que um carrinho que recolhe o lixo entrou na minha frente, e decidi pegar o ‘vácuo’.

Graças ao carrinho que abriu caminho com sua buzina, consegui chegar na região da XV de novembro e arredores. Na Rua São Bento, parei para almoçar (sim, tinha esquecido disso).
Providencialmente um antigo cano percorria o batente da entrada do restaurante ‘Guanabara’, amarrei a bicicleta e Oh! A roda dianteira tem desengate rápido! Ainda bem que reparei no detalhe e o cadeado era bem comprido (embora não passa de um cabo de aço) como para abraças quadro e roda dianteira.
Uma menina vendendo sorvete italiano se prontificou a ficar de olho enquanto abastecia no quilão o meu veículo emprestado (Não foi arroz e feijão, mas purê de batata, salada e bife, chilenos adoramos batatas).

Feita a refeição, e em cima da hora para voltar ao serviço, desci a Libero Badaró, cortei a Praça do Patriarca e finalmente peguei a Rua Direita para chegar à praça da Sé.

Eis que reparo que há um acesso com rampas. Qual não seria a minha surpresa ao descobrir que a rampa me deixava a menos de 30 metros do bicicletário.

Devolvi bicicleta, capacete e cadeado aos 22 minutos de pedal, o que me livrou de qualquer ônus. Enquanto corria para pegar o metrô e voltar ao serviço, meia dúzia de pessoas, de diferentes idades e biótipos, pediam informação sobre o que eram estas bicicletas no corredor do metrô.

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