XpK

24/10/2008

Remendando e Aprendendo

Filed under: Planeta — XpK @ 11:12


Há uns 2 meses estava rodando com a camara traseira remendada. Até o momento não houve problemas.

Até anteontem: Pneu murcho.

Como esses dias coloquei um alforge na bicicleta, deu sorte de enfiar nele um kit remendo e uma chave para a porca da roda.

Fui empurrando do bicicletário ao posto mais próximo e desmontei a roda, achei o defeito (uma ‘boca’ aberta na camara bem na ‘costura’ da borracha – excesso de pressao e temperatura?), coloquei o remendo (não tinha câmara extra), enchi, tudo parecia ok, e montei a roda.

Quando terminei de montar, já estava murcha de novo. Desmontei de novo, e achei uma punção. remendei o furo, passei a mão no interior do pneu para procurar alguma ponta perfurante, montei tudo de novo e fui embora (o freio e o câmbio ficaram esquisitos)

Perdi uns 45 minutos nessa brincadeira.

A câmara de ar com 3 remendos, sendo um deles não um furo, mas uma ‘boca’, merecia ter sido trocada em casa por uma nova. Mas a preguiça pode mais… regulei o freio e o câmbio e fui dormir.

Ontem cheguei novamente ao bicicletário, e o pneu estava vazio de novo, 48 horas depois. Imediatamente lembrei dos 3 remendos na câmara. Ainda bem que desta vez tinha uma nova câmara no alforge, fiz a troca prontamente.

Enchi e revisei a câmara velha para enteder o que tinha acontecido…:

A ‘boca’ remendada, continuou crescendo por baixo do remendo, até ultrapassar os limites deste, e passar a vazar o ar.

Aprendi a lição. Câmara remendada não é câmara confiável.

Perdi tempo com estas manutenções, mas ganhei experiência e maior habilidade na hora da troca.

Leitura recomendada: http://esporte.hsw.uol.com.br/como-reparar-uma-bicicleta.htm

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17/10/2008

Bicicletas no Metrô :: Anhangabaú a Marechal Deodoro

Filed under: Planeta — XpK @ 18:20

Os bicicletários multiplicam-se no Metrô, e o negocio começa a ficar interessante.

Após um abundante almoço no ‘APFEL’ do centro (em companhia do Boney e do Toshio), fui até o Metrô Anhangabaú procurar o bicicletário, já com a idéia de pedalar até Marechal Deodoro, voltando ao meu serviço. Na verdade ficarei mais contente quando Barra Funda receba sua unidade também.

Junto com Toshio descemos contornando o Shopping Light e lá embaixo fomos comunicados que o bicicletário fica na Ladeira da Memória, quase chegando ao topo.

A construção da barraca/bicicletário é similar àquela da Estação Sé, mesmo que esta no Anhangabaú se encontre na interpérie.

Neste bicicletário havia uma atendente e umas 3 ou 4 bicicletas de usuários estacionadas. Lógicamente, estavam também as bicicletas para empréstimo, por volta de 10 destas, sendo a maioria Sundown Sun e aparentemente apenas uma Sundown Wave.

O terminal do sistema de empréstimos agora conta com um teclado de verdade (da outra vez era um teclado virtual na tela), onde a atendente conseguiu rápidamente digitar o meu CPF.

Como o meu cadastro já existia, bastou apresentar documentos e cartão de crédito. Assinei os termos de uso e mais um documento que serviria de caução, uma vez que a conexão com sistema da Visa não estava no ar.

Escolhi a Sundown Wave, considerando que possui garfo e canote amortecidos. Reparei que estava com espelho retrovisor.

Me despedi do amigo Toshio, que nesse momento fazia o cadastro para o empréstimo.

Subi o lance de escada que separa a Ladeira da Memória da Rua Xavier de Toledo. Umas crianças que estavam perambulando perguntaram:

-“Só vai dar uma voltinha e já volta?”

-Não, vou pedalando até a Estação Marechal Deodoro

-Nooosaaa!

Eles aparentemente acharam longem, mas na verdade, é logo ali.

Saí pedalando pela Xavier de Toledo, a Sundown Wave é bastante leve se sente leve mesmo na marcha mais pesada. Da outra vez tinha achado extranha a posição de dirigir nesta bicicleta, e ainda acho, mas agora percebo que é realmente para isto que ela foi feita, uma bicicleta confortável e leve para quem tem pouca experiência no pedal ou esta com roupas pouco apropriadas. Ela realmente atinge este objetivo. 

Os freios estavam relativamente ‘relaxados’ e dei uma ajustada no próprio manete. Minha única ressalva desta vez é o espelho retrovisor, por ser plano não consegui ter noção completa dos objetos que se encontravam atrás de mim. Será que me que costumei aos espelhos cóncavos?

Resolvi cortar pela Rua 24 de Maio. Foi um erro. Sem ‘carrinho do lixo’ para me abrir o caminho, tive que pedalar a uma velocidade baixíssima, brecando intermitentemente. Pensei: “Deixai o passeio de pedestres para os pedestres”, enquanto entrava na Av. São João.

“Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João”…

A partir deste ponto consegui desenvolver uma velocidade agradável. Em pouquissimos minutos estava debaixo do elevado Costa e Silva, e alguns instantes depois chegava no meu destino. Por uma fração de segundo me senti um holandês na Holanda.

Percebi que nenhum ônibus passou do meu lado no percurso… as freqüências estão baixas ou eles demoram muito para conseguir sair do centro?

A única dificuldade foi achar o bicicletário na Estação Marechal Deodoro. Está em obras, e acabou ficando meio escondido, no final de uma trilhazinha off-road, mas assim que as obras terminarem, ele ficará no lugar que hoje é a trilhazinha.

A devolução foi sossegada, bastando informar o CPF novamente.

Havia 3 atendentes, enquanto um colocava a bicicleta no paraciclo, uma moça operava o terminal, e um terceiro perguntava das condições da bicicleta. Este último ponto é interessante para eles mesmos, pois permite detectar falhas mecánicas com antecedência.

Enquanto caminhava rumo à Barra Funda, pensava nas possibilidades inexploradas que este sistema esta trazendo para São Paulo…

15/10/2008

Paradoxo

Filed under: Planeta — XpK @ 11:47

Ontem estava saindo do estacionamento (terceirizado) do prédio onde trabalho.

O encarregado me abordou na saída e disse: “Viu, amanhã não será mais permitida a entrada de bicicletas”. O detalhe é que a minha era a única “bicicletas” a entrar diariamente.

Sucintamente ele argumentou que “Não serão mais admitidas porque estão aparecendo mais pessoas querendo entrar com bicicleta”. Pasmo com o paradoxo, resolvi mastigar minhas idéias e angariar maiores antecedentes.

Chegando em casa, resolvi dar uma lida na Lei Municipal de São Paulo 14.266 de 06-02-2007. Segue o Artigo 8º:

Art. 8º Os terminais e estações de transferência do SITP, os edifícios públicos, as indústrias, escolas, centros de compras, condomínios, parques e outros locais de grande afluxo de pessoas deverão possuir locais para estacionamento de bicicletas, bicicletários e paraciclos como parte da infra-estrutura de apoio a esse modal de transporte.

Pela lei, entendo que o condomínio seria o responsável. Mesmo assim resolvi conversar com o pessoal do estacionamento no dia seguinte.

As informações obtidas foram interessantes: Uma equipe da empresa que trabalho, encabeçada por uma ‘Diretora’, teria exigido, face à demanda reprimida, a instalação de 20 vagas para bicicletas, junto com facilidades como vestiário e chuveiro.

A reação da administradora do estacionamento, aparentemente, foi banir o acesso de bicicletas, que estariam sendo aceitas de forma informal, e encaminhar a equipe a negociar com a administração do condomínio.

Caminho que eu tambem vou tomar.

Ainda é só o começo…

13/10/2008

Hoje eu tô feliz

Filed under: Planeta — XpK @ 17:23

“Hoje eu tô feliz”, mas não é a música censurada do Gabriel o Pensador (1992).

Acordei e era segunda-feira, ao abrir os olhos o sol brilhava pela janela do apartamento.

“A primavera finalmente chegou”, pensei. E sem muito enrolar, fui à cozinha preparar nossos leites, o Meu, o da minha esposa, e lógico o do meu filho.

O relógio marcava 7:15 quando de repente, o barulho característico de uma roda livre no ar com a catraca clicando e passos na escada (nosso prédio não tem elevador). A curiosidade me invadiu. Minha bicicleta era a única a clicar pelas manhãs na escada do prédio.

“Roubos e furtos são comuns” pensei, procurando justificativa para espionar pela janela da cozinha e ver quem ou que era o que estava descendo pela escada.

Esfreguei os olhos, como tentando aumentar a nitidez da visão, e esperei a porta externa se abrir.

Uma roda, um guidão, um quadro, e finalmente o vizinho -estudante colegial- do 3º andar, que resolvera utilizar a bicicleta para se locomover até a escola.

Horas depois, conversando com a minha esposa, descobri que ele começara naquele momento a dispensar as caronas motorizadas e exercer o verdadeiro direito de ir e vir.

O cara pode amanhã mesmo desistir. Mas pelo menos está tentando, a diferença de muitos motorizados que nem sequer cogitam tentar.

Dia del Niño

Filed under: Planeta — XpK @ 11:45

12 de outubro, Dia das Crianças. Dia da Nsa Sra. Aparecida. Dia de 516 anos do descobrimento da América.

Mais uma aventura no Metrô…

Aproveitando o convite do pessoal da Bicicletada, resolvimos comparecer esposa, filho e eu à praça do ciclista.

Esposa e filho foram de ônibus até o metrô. Eu fui de bicicleta, carregando o carrinho de bebê (estilo guarda-chuva) nas costas. Amarrei as rodas dele no bagageiro e com um elástico segurei-o ao redor do peito. Certamente, a bicicleta estava equipada coma cadeirinha de criança.

Mesmo com todos estes fatores, e sendo que o primeiro quarteirão (subida) empurrei a bicicleta, consegui chegar à estação do metrô ao mesmo tempo que o resto da minha familia.

Ao passar pelas catracas do metrô fomos questionados pelo carrinho amarrado em forma vertical no bagageiro da bicicleta (o volume total da bicicleta excederia algum limite). Lembramos que seria mais cômodo abrir o carrinho e a minha esposa levar o bebê nele, enquanto eu empurraria apenas a bicicleta.

Ela pelo elevador da estação e eu pela escada normal, descimos à plataforma e esperamos o metrô no circulinho verde (bicicleta).

Feita a baldeação no Paraíso, chegamos na estação Brigadeiro às 15:40, completando exatos 45 minutos de viagem a partir da porta de casa.

Pela calçada da Paulista, alcançamos nosso destino quase ao mesmo tempo que Laércio (chegou de 4…rodas), que trouxe seu filho e a corresponente bicicleta, lá dos confins.

Duas Dúzias de bicicletas abraçavam as pessoas que aqui se encontravam. Entre eles o Vítor, Aylons, Harumi, Aninha, Marcio, Chantal, Isaac, Canna, Bruno Gola e tantos outros cujos nomes não lembro neste momento.

[Incrível, os velocípedes apresentam defeitos à simples presença do Marcio, que, prestativo, dispõe-se a consertá-los. Começo a acreditar que seja uma espécie de birra destes veículos, disputando a atenção do mestre DragonFly]

Descubri que uma menina de peruca rosa-choque, piruetando num skateboard é a Marcela, acompanhada da sua mãe.

Meu pai também apareceu, e juntou-se ao grupo humano que (talvez como conseqüência de um opíparo almoço) simplemente desfrutava a temperatura agradável, o sol ténue e o inesperado aconchego que um local urbano fornece às tardes dominicais.

A conversa ia de relações de transmissão até Katakana e Hiragana, hidratadas as gargantas com bebidas da preferência de cada um. No caso do meu filho, leite e água de coco, complementados com papinhas de fruta.

Nesta situação, a simples ameaça de um rolezinho provocava bocejos lacrimejantes.

A Praça do Ciclista, mesmo carente de qualquer estrutura, cumpria o seu papel como praça: local de encontro, descontração, brincadeira, convivência.

Enquanto meu pai, minha esposa e a Harumi conversavam, com meu bebê na cadeirinha, circulamos pela calçada, acompanhando de vez em quando as evoluções de um triciclo pilotado por uma feliz criança.

Trocadas as fraldas sobre um dos holofotes que iluminam a estátua de Francisco Miranda, deixamos o lugar e, efetuadas as despedidas, rumamos à Feirinha do MASP.

A feirinha já estava em processo de desmontagem, mesmo assim foi um passeio muito interessante. Nela encontramos novamente com Marcela (e familia) e Isaac.

Eis que surge um Silvio empurrando uma Dahon com pneu murcho. Cumprimenta cortesmente  e continua, impávido, rumo ao norte.

Alcançamos a “Alameda das Flores”, onde apreciamos tapioca com coco e leite condensado. Foi o gatilho para que um estado letárgico se apossara de nós.

Lentamente pegamos o metrô, onde o carrinho de bebê se acomodou junto à nossa bicicleta e mais três, que completaram a capacidade regulamentar do vagão do trem subterrâneo.

Chegando na estação de destino, minha família continua em ônibus, e enquanto pego a bicicleta e sigo rumo a casa.

Cheguei em casa quase ao mesmo tempo que eles…

Todos letárgicos, todos felices.

ZzZzZzzz….

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