XpK

28/03/2010

XpK 48k

Filed under: Planeta — XpK @ 23:07

É uma loooonga estória.

Passei mal praticamente a semana toda, era malestar, dor abdominal, ora febre, ora dor de cabeça.

Duas visitas ao hospital, apenas para ser diagnosticado da doença curinga : ‘virose’. Obviamente fui receitado com o medicamento curinga: Tylenol.

Inscrito para a Claro 100k desde fevereiro, fui pegar meu kit na quinta já pensando apenas ficar com a camisa e não participar da prova. Afinal, não estava legal de saúde, não tinha arranjado carona para chegar no lugar da largada, e nunca fui com a cara do rodoanel e agora eu ia ser parte de uma grande ação publicitária nessa direção.

Estava arranjando algum esquema para mandar o chip até o lugar da prova para que fosse devolvido.

Sexta-Feira e ainda ruim de saúde, minha prima do Chile, que é enfermeira, me recomendou usar ibuprofeno no lugar do paracetamol (Tylenol), e não é que foi tiro e queda?

O fato é que à noite da sexta-feira minha saúde já tinha estabilizado,  mas obviamente não estava ao 100% da minha capacidade, quando o meu esqueminha para devolver o chip furou. Resolvi esquecer o assunto e fui dormir cedo.

Quando acordei, às 5 da manhã, não conseguia mais dormir, em parte bitolado com a devolução do chip, e resolvi pedalar até lá, pelo menos para usar a camisa do kit e conhecer o local.

Peguei a minha bicicleta e saí, as 6 da manhá, do Tremembé rumo à rodovia dos Imigrantes, com um par de saches de gel e duas barrinhas na camisa, mais um suco e um pão alternando-se na mão a forma de café da manhã.

Estimei a distância em 38k, então fui num ritmo suave, para conseguir voltar sem me cansar demais. Pedalei até o Tucuruvi, desci para o Carandiru, Mercadão Central, Ipiranga, Imigrantes.

Estava na Imigrantes, e as bicicletas caras montadas nos tetos dos carros começaram a passar do meu lado, quando um ciclista pedalando (o único que eu saiba) se dirigia à prova carregando uma grande mochila, ele vinha do Rio de Janeiro, tinha dormido no Ônibus, e na rodoviária decidiu chegar até a prova pedalando.

Fomos juntos pela estrada até o lugar da prova, que pareceu mais longe que o esperado.

Engarrafamentos de SUVs com bicicletas no teto marcavam a paisagem, mas nossos veículos leves e sutis cortavam as filas de carros como x-wings voando entre os destrutores imperiais.

Uma grande e nova ponte atravesava a represa Billings, levando o ‘progresso’ do concreto onde havia florestas remanescentes.

Ao longe, um balão vermelho da Claro indicava o fim do meu percurso: XpK 48k.

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