XpK

05/12/2010

Audax 200km Completado

Filed under: Planeta — XpK @ 08:19

Quando fiz o Audax em Abril, uma chuva no meio da tarde ajudou a refrescar o ambiente.
Neste Audax, não houve chuva senão até a Noite, quando já tinha terminado o percurso.

Nos primeiros 50 km consegui manter uma boa velocidade, estava meio nublado, e com as pernas inteiras. Mas estava sem água, apenas algum suco de laranja que peguei no hotel.

Ao chegar ao primeiro Checkpoint, abasteci as caramanholas, 1 litro de água e 700 ml de isotônico. Apliquei também bastante protetor solar. Aproveitando a parada, bebi uns 2 copos grandes de isotônico e comi uma banana.

Nos seguintes 50km, o sol apareceu, com tudo. Bebia mais isotônico (morno), pois a agua (morna) usava para molhar a roupa.

Ao completar o km 80, parei num posto de combustível abandonado, tinha acabado a agua, e o sol continuava implacável.

Enchi as garrafas com agua de torneira, já nao para beber, mas para continuar molhando o corpo.

Comecei a consumir barras e gel energetico, mas nesse calor o rendimento da pedalada caiu bastante.

Chegando ao segundo checkpoint, aos 100km, abasteci totalmente as garrafas, de novo, molhei a roupa e comi umas 5 bananas e uma maçã. Não enrolei muito e saí para mais um trecho de 50km.

O sol se manifestou ainda mais potente. Um dos participantes, com termômetro no relógio de pulso avisava que a temperatura nesse sol, no asfalto quente, era de 44 graus (porque a temperatura medida pela meteorologia é à sombra).

O pior veio do km 130 ao 140.

Subidas quilometricas. Avançando lentamente, já sem a brisa da velocidade batendo no rosto.
A água não durava nada. Parava em postos para pegar mais.
Parava à sombra de viadutos para tentar refrescar e consumir mais gel e barrinhas. Nessa altura da situação, já não conseguia comer pedalando.

Pouco antes do Checkpoint 3, algumas descidas deram um novo animo.

Molhado, abastecido, e animado, deixei o checkpoint, mas desta vez sem força física. Com constancia conseguia vencer as ladeiras, e descansava, já sem pedalar, nas descidas.

O sol começou a cair e as sombras dos eucaliptos à beira da estrada começaram a ajudar.

O canto do cisne, o último gás para terminar a prova. Descidas compridas onde atingia velocidade, sem pedalar muito.

Mas na sujeira do acostamento, muitas pedras, que pulavam violentamente ao ser atropeladas a 50 por hora. Uma delas furou minha camara dianteira aos 195km.

Troquei rapidamente, só para perceber que a minha nova camara veio rasgada no pacote.
Tirei, coloquei uma nova e o bico dela estava torto, nao segurava o ar.
Não tirei, mesmo tendo mais uma camara.Desentortei manualmente e dei um jeito de colocar alguma pressão com a bomba manual.
Com o pneu 80% cheio, continuei, com muito cuidado por mais 11km até a chegada, no km 206.
Após uma longa pausa, fui à rua turística de Holambra, comer um cachorro quente holandes, o Didan, e mais uma espécie de torta de amoras, o Vlaai.
A melhor refeição desde o último Audax.

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04/12/2010

Junbi Taiso às 4 e 45

Filed under: Planeta — XpK @ 04:16

Bom, acordei cedo, umas 4 e meia da manhã. Tendo nada para fazer, fiz um pre-aquecimento.
Aproveitando que o lugar é legal, fiz uma caminhadinha na grana, alongamento e alguns exercicios extraidos do Junbi taiso do Aikido, Karate, Shintaido, ou pelo menos o que lembro deles.
Logo, uma ducha fria.
Estou revigorado
As 6 tomarei o cafe da manhã para largar às 7 no Audax.
Espero ter a oportunidade de atualizar o twitter no decorrer do evento.
http://twitter.com/xupakavraz

03/12/2010

Algunas explicaciones en español

Filed under: Planeta — XpK @ 19:28

A los chilenos que lean: Holambra es una ciudad muy chica, a unos 150 km al noroeste de Sao Paulo. Es conocida como la ciudad de las flores.
Su nombre es la conjunción de Holanda y Brasil, ya que esta region recibió gran influencia de los inmigrantes holandeses y sus plantíos de flores.
En tamaño y estilo, se parece a Puerto Varas, y aqui podemos apreciar ricos dulces holandeses.
El Audax es una prueba deportiva no competitiva, donde hay, en esta primera etapa, 13 horas para recorrer 200km sin utilizar motor ni ayuda externa. Obviamente. las bicicletas son utilizadas por casi todos los participantes, a pesar que a veces aparezca uno u otro patinador. La distancia (y el tiempo) aumenta progresivamente en las etapas siguientes,
El origen de esta práctica es francés, y la prueba más importante es Paris-Brest-Paris, de 1200km.
Se acostumbra decir que quien participa del Audax es un Randonneur.

No onibus para Holambra

Filed under: Planeta — XpK @ 18:58

Saí apressado do serviço, pois tinha 45 minutos para percorrer do Metrô Brigadeiro à Rodoviária Tietê.
Pedalando a bicicleta que utilizarei no Audax (Mospeada*) foi fácil e rápido chegar no terminal.
Uma agradável surpresa foi coincidir no mesmo ónibus que o célebre e lendário Marcio Campos. Agora tenho a melhor companhia para percorrer os 7 km que separam o trevo de Holambra (onde vamos descer) e o Hotel das Flores, onde vou pernoitar.
Já acomodado na poltona do ônibus, aproveito o bom e velho Nokia 9500 para redigir este (e os próximos) post sobre o Audax em Holambra.
É isso. Agora, a contemplar a paisagem.

*M.o.s.p.e.a.d.a.: Military Operation Solder Protection Emergency Aviation Dive Armor. Nome extraido do animê Genesis Climber Mospeada, atribuido a minha bicicleta speed, que ganhei do meu pai no natal passado.
Mospeada é uma Bianchi Corsa, não da Itália, mas do Chile, onde é equivalente à Caloi 10.
A Bianchi Corsa é uma speed de baixo custo que utiliza transmissão de MTB (Shimano TZ-30) e umas alavancas muito características, Shimano A-050.

Pronto para os 200km do Audax

Filed under: Planeta — XpK @ 18:36

O Audax é amanhã, e espero não repetir os erros do passado (Audax 200k de Março e Claro 100k de abril).
Da minha Mountain Bike (AKA Caveirão) peguei o clipe de guidão (aero bars) e um suporte duplo para caramanhola de selim, onde consigo levar 2 x 500 ml de água. Na caramanhola do quadro, de 700ml levarei isotônico.
Dispensada a mochila de hidratação, para liberar as costas, minha bagagem ficará distribuida em 3 lugares:
Bolsa de guidão, com capa de chuva, planilha de rota, protetor solar,dinheiro, celular e camera fotográfica.
Bolsa no quadro, com sachês de gel energético e barrinhas de maltodextrina, e mais algumas nozes.
Bolsa de selim, para quando algo não der certo, com ferramentas, camaras, remendo, band-aid gigante (cotovelos e joelhos).
O restante da bagagem, que nao carregarei ao pedalar mas ficara no hotel, consiste numa pequena mochila com bone, camiseta, bermuda, papeete e uma pequena toalha.
Sendo assim, posso dizer que estou pronto para os 200 km do Audax em Holambra.

10/08/2010

Tales sunt aquae qualis est terra per quam fluunt

Filed under: Planeta — XpK @ 00:10

De fato, é uma sorte contarmos com os recursos naturais que temos disposição hoje.

É uma hipocrisia reclamar de falta disso, ou falta daquilo quando as nossas últimas três gerações (incluindo nós mesmos) destruimos tão eficiente e indiscriminadamente tudo que haviamos recebido de legado do passado.

No dia dos pais, peguei a bicicleta e levei o meu filho, que ainda não tem 3 anos, a subir pela Avenida Nova Cantareira, uma via que tem sua origem e razão de ser íntimamente ligada aos mananciais na região norte de São Paulo.

Passando pelo que um dia foi uma fonte de àgua, no meio de ruinas e entulho, um retrato do que meu filho recebe de presente da minha geração…

"Tales sunt aquae qualis est terra per quam fluunt""A água é tal qual a terra por onde ela corre." - Plínio, o velho.

Na hora lembrei da outra “Fonte São Pedro” que existe aos fundos do Supermercado Sonda da Rua Maria Amália…

Paramos num mercadinho que tinha uma fonte, uma pequena correnteza do lado… fomos todos felizes para ver a água e puf, impregnou aquele mal cheiro. Mais um riozinho usado como esgoto, cheio de lixo lá embaixo… ah, que raiva do homem!!!” – Zuccherato
http://pedaldriven.wordpress.com/2008/07/10/pedal-do-feriado-horto-florestal/

A fonte (ou esgoto) de São Pedro - Foto: Zuccherato

Devo ser louco, pois vejo nessas imagens a carcaça de um corpo decadente que chamamos de cidade. Louco porque com meu trabalho de formiga tento apagar um incêndio com conta-gotas.  Porque me preocupo com o que meu filho terá que viver.

Então me deixem ser louco. Normais, são os outros.

Pouco restou para passar adiante.

Ah, Feliz Dia dos Pais para você também.
E espero que saiba muito bem o que significa ser Pai.

06/08/2010

… a Danicleta.

Filed under: Planeta — XpK @ 19:48

No Domingo passado, o Gabriel estava ruimzinho de febre, e eu estava fazendo ele dormir uma soneca, quando a Dani precisou comprar algumas coisas rápidas no supermercado e resolveu ir sozinha comprar de bicicleta (ela sempre saia só acompanhada conosco e principalmente para passear).

Algumas compras

Como eu bem sei, utilizar a bicicleta no cotidiano dá uma sensação de liberdade e amplia nossos limites.

Na segunda-feira, a Dani decidiu então continuar usando a bicicleta, para ir à escola do Gabriel, à farmácia, ao banco.

... indo e vindo...

E o eventual virou cotidiano. Esta semana a bicicleta da Dani não tem mais parado quieta no gancho na parede. Aliás, já fica de prontidão, junto da porta.

Frio ou leve garoa não impediram à Dani de continuar, afinal como ela mesmo disse, pedalando esquenta de uma forma que se tivesse ficada parada em casa, ia passar frio.

Compartimento de carga da Danicleta

Eis que um frio e imóvel chassi ganha vida, calor e movimento, tornando-se uma extensão do corpo… a Danicleta.

Carpe Diem

"Ut melius, quidquid erit pati,
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero."
"Quão melhor é viver aquilo que será,
sejam muitos os invernos que Júpiter te atribuiu,
ou seja o último este, que contra a rocha extenua
o Tirreno: sê sábia, filtra o vinho e encurta a esperança,
pois a vida é breve. Enquanto falamos, terá fugido
ávido o tempo: Colhe o instante, sem confiar no amanhã"

28/03/2010

XpK 48k

Filed under: Planeta — XpK @ 23:07

É uma loooonga estória.

Passei mal praticamente a semana toda, era malestar, dor abdominal, ora febre, ora dor de cabeça.

Duas visitas ao hospital, apenas para ser diagnosticado da doença curinga : ‘virose’. Obviamente fui receitado com o medicamento curinga: Tylenol.

Inscrito para a Claro 100k desde fevereiro, fui pegar meu kit na quinta já pensando apenas ficar com a camisa e não participar da prova. Afinal, não estava legal de saúde, não tinha arranjado carona para chegar no lugar da largada, e nunca fui com a cara do rodoanel e agora eu ia ser parte de uma grande ação publicitária nessa direção.

Estava arranjando algum esquema para mandar o chip até o lugar da prova para que fosse devolvido.

Sexta-Feira e ainda ruim de saúde, minha prima do Chile, que é enfermeira, me recomendou usar ibuprofeno no lugar do paracetamol (Tylenol), e não é que foi tiro e queda?

O fato é que à noite da sexta-feira minha saúde já tinha estabilizado,  mas obviamente não estava ao 100% da minha capacidade, quando o meu esqueminha para devolver o chip furou. Resolvi esquecer o assunto e fui dormir cedo.

Quando acordei, às 5 da manhã, não conseguia mais dormir, em parte bitolado com a devolução do chip, e resolvi pedalar até lá, pelo menos para usar a camisa do kit e conhecer o local.

Peguei a minha bicicleta e saí, as 6 da manhá, do Tremembé rumo à rodovia dos Imigrantes, com um par de saches de gel e duas barrinhas na camisa, mais um suco e um pão alternando-se na mão a forma de café da manhã.

Estimei a distância em 38k, então fui num ritmo suave, para conseguir voltar sem me cansar demais. Pedalei até o Tucuruvi, desci para o Carandiru, Mercadão Central, Ipiranga, Imigrantes.

Estava na Imigrantes, e as bicicletas caras montadas nos tetos dos carros começaram a passar do meu lado, quando um ciclista pedalando (o único que eu saiba) se dirigia à prova carregando uma grande mochila, ele vinha do Rio de Janeiro, tinha dormido no Ônibus, e na rodoviária decidiu chegar até a prova pedalando.

Fomos juntos pela estrada até o lugar da prova, que pareceu mais longe que o esperado.

Engarrafamentos de SUVs com bicicletas no teto marcavam a paisagem, mas nossos veículos leves e sutis cortavam as filas de carros como x-wings voando entre os destrutores imperiais.

Uma grande e nova ponte atravesava a represa Billings, levando o ‘progresso’ do concreto onde havia florestas remanescentes.

Ao longe, um balão vermelho da Claro indicava o fim do meu percurso: XpK 48k.

Pô! Maurício

Filed under: Planeta — XpK @ 20:26

O Kit que foi entregue aos participantes da Claro 100k incluia um gibizinho da turma da Mônica.

Segue um trechinho:

Cebolinha não caia nessa, é tudo conversa para boi dormir.

Num gibi, fantasia e realidade se misturam, mas o que é fantasia, que motorista mais fica parado do que anda ou que o rodoanel vai melhorar o trânsito em São Paulo?

Cebolinha, Magali e Mônica, falem para seus pais fazerem que nem o pai do Cascão, usem o transporte público, ou que nem o pai do Gabriel, e vão de bicicleta!

Vocês acreditam que com o rodoanel o trânsito na capital vai melhorar?

Conheçam a verdade: http://averdadedorodoanel.blogspot.com/

Muito Dinheiro e Nenhum Respeito

Filed under: Planeta — XpK @ 19:12

Nas pacatas e esburacadas ruas do Tremembé não é comum que surjam carros da faixa de preço de um Maserati.

O que não chama a atenção é o lugar escolhido para estacionar, obstruindo totalmente a calçada, uma prática tão sem-vergonha como cotidiana.

Dinheiro não é problema para o proprio-otário desse carro, então que vá para um estacionamento particular, e tire esse estorvo do espaço público, exclusivo de pedestres.

Tenho dinheiro para comprar o carro e a carta. Mas a educação não se compra.

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