XpK

03/12/2010

Pronto para os 200km do Audax

Filed under: Planeta — XpK @ 18:36

O Audax é amanhã, e espero não repetir os erros do passado (Audax 200k de Março e Claro 100k de abril).
Da minha Mountain Bike (AKA Caveirão) peguei o clipe de guidão (aero bars) e um suporte duplo para caramanhola de selim, onde consigo levar 2 x 500 ml de água. Na caramanhola do quadro, de 700ml levarei isotônico.
Dispensada a mochila de hidratação, para liberar as costas, minha bagagem ficará distribuida em 3 lugares:
Bolsa de guidão, com capa de chuva, planilha de rota, protetor solar,dinheiro, celular e camera fotográfica.
Bolsa no quadro, com sachês de gel energético e barrinhas de maltodextrina, e mais algumas nozes.
Bolsa de selim, para quando algo não der certo, com ferramentas, camaras, remendo, band-aid gigante (cotovelos e joelhos).
O restante da bagagem, que nao carregarei ao pedalar mas ficara no hotel, consiste numa pequena mochila com bone, camiseta, bermuda, papeete e uma pequena toalha.
Sendo assim, posso dizer que estou pronto para os 200 km do Audax em Holambra.

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30/11/2010

Nokia 9500 e WordPress Mobile

Filed under: Sem categoria — XpK @ 10:38

Após uma longa espera de quase 4 meses, chegou de Hong Kong a carcaça para meu velho Nokia 9500 Communicator.
O 9500 é um celular grande, mas tem um teclado gigante, uma tela gigante e conexão Wi-Fi, perfeito para navegação web e redação de textos.
O meu 9500 tinha caido e quebrado a dobradiça fazia muito tempo já. Sua carcaça prata descascada e o tamanho avantajado faziam ele parecer ultrapassado.
Com a nova carcaça, o navegador Opera Mini e munido de um chip daqueles da Tim Infinty Web Pré consigo utilizá-lo como um excelente “Internet Appliance” portátil.
No Audax 200k de Holambra, pretendo utilizá-lo para teclar minhas impressões no decorrer da aventura.
Este post foi redigido no editor de texto do aparelho, e logo copiado e colado na versão portátil do WordPress (http://m.wordpress.com)

27/10/2010

Piada Podre

Filed under: Sem categoria — XpK @ 14:52

Abrindo hoje um dos jornais de distribuição gratuita de São Paulo, encontrei no mesmo material uma Gafe sem tamanho, mais um exemplo de Greenwashing, e uma piada de péssimo gosto.

A Gafe: uma folha tamanho A4, não de papel, mas de plástico bastante grosso na cor azul.

-Creio que deverá decompor em 500 anos, com humidade e sol suficientes. Campanhas que apelam ao meio ambiente costumam utilizar papel reciclado. Plástico azul é de morrer.

O Greenwashing: “Nissan Leaf: o primeiro carro elétrico do mundo com preço acessível. Ele trás emissão zero de CO2 e o sonho, agora mais real, de limpar o ar do planeta e da nossa cidade. O futuro chegou, venha conhecer”.

-É mais do que sabido que o atual modelo de transporte individual motorizado é decadente e não adianta recauchutá-lo. JK já morreu e acabou a década dos 50’s. O processo industrial da produção de um automóvel é poluente. As baterias em determinado momento deverão ser descartadas, gerando um problemão de lixo químico. Um veículo 10 vezes mais pesado que o passageiro não é a coisa mais inteligente do mundo. A energia elétrica não é totalmente limpa, pois vem de termoelétricas poluentes ou de hidrelétricas de grande impacto ambiental. Fosse um ônibus elétrico, aliado a um plano de governo de estímulo ao transporte público, o assunto seria diferente.

Mais no VaDeBike: http://j.mp/9iR730

Propaganda plástica para carro 'ecológico'

A piada de péssimo gosto: “Olhe o céu de São Paulo através deste anúncio. É o que espera por você no Salão do Automóvel”.

-Sem comentários.

16/10/2010

Caminhada, Pedal na Cantareira sim, Rodoanel Não.

Filed under: Sem categoria — XpK @ 07:10

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Caminhada / Pedal na Cantareira

A construção do Rodoanel na Serra da Cantareira está prestes a ser aprovada.
Uma região única de preservação de fauna, flora e mananciais será ferida de forma irreversível.
Neste Domingo 17, vamos a pé ou de bicicleta, conhecer de perto o que ainda temos de verde, e saber amar aquilo que precisamos defender. E o mais importante, conversar e articular ações para mostrar nossa posição.

A caminhada é de nível básico para pedestres.
O pedal é um pouco mais cansativo, mas basta um preparo físico médio.

Pedestres:
Saída às 09:00 da Estação Tucuruvi, para pegar o 1720-10 Cantareira até o ponto final.
Passando às 10:00 pelo Final da Av. Cantareira para iniciar caminhada na Estrada do Engordador.

Ciclistas:
Saída às 09:00 da Estação Tucuruvi rumo ao final da Av. Nova Cantareira.
Passando às 10:00 pelo Final da Av. Cantareira para iniciar pedal pela Estrada Santa Maria, indo e voltando e pegando o Engordador.

Todos Juntos:
Entre 11:30 e 12:30 encontro na Estrada do Engordador.
Convivência e Conversa sobre a questão do Rodoanel.
Levar algo para compartilhar num piquenique.

Mais informações / Confirmação de presença (indicando lugar de encontro e meio de locomoção)

Familia Cuevas
viveiro.arborizando@gmail.com

10/08/2010

Tales sunt aquae qualis est terra per quam fluunt

Filed under: Planeta — XpK @ 00:10

De fato, é uma sorte contarmos com os recursos naturais que temos disposição hoje.

É uma hipocrisia reclamar de falta disso, ou falta daquilo quando as nossas últimas três gerações (incluindo nós mesmos) destruimos tão eficiente e indiscriminadamente tudo que haviamos recebido de legado do passado.

No dia dos pais, peguei a bicicleta e levei o meu filho, que ainda não tem 3 anos, a subir pela Avenida Nova Cantareira, uma via que tem sua origem e razão de ser íntimamente ligada aos mananciais na região norte de São Paulo.

Passando pelo que um dia foi uma fonte de àgua, no meio de ruinas e entulho, um retrato do que meu filho recebe de presente da minha geração…

"Tales sunt aquae qualis est terra per quam fluunt""A água é tal qual a terra por onde ela corre." - Plínio, o velho.

Na hora lembrei da outra “Fonte São Pedro” que existe aos fundos do Supermercado Sonda da Rua Maria Amália…

Paramos num mercadinho que tinha uma fonte, uma pequena correnteza do lado… fomos todos felizes para ver a água e puf, impregnou aquele mal cheiro. Mais um riozinho usado como esgoto, cheio de lixo lá embaixo… ah, que raiva do homem!!!” – Zuccherato
http://pedaldriven.wordpress.com/2008/07/10/pedal-do-feriado-horto-florestal/

A fonte (ou esgoto) de São Pedro - Foto: Zuccherato

Devo ser louco, pois vejo nessas imagens a carcaça de um corpo decadente que chamamos de cidade. Louco porque com meu trabalho de formiga tento apagar um incêndio com conta-gotas.  Porque me preocupo com o que meu filho terá que viver.

Então me deixem ser louco. Normais, são os outros.

Pouco restou para passar adiante.

Ah, Feliz Dia dos Pais para você também.
E espero que saiba muito bem o que significa ser Pai.

06/08/2010

… a Danicleta.

Filed under: Planeta — XpK @ 19:48

No Domingo passado, o Gabriel estava ruimzinho de febre, e eu estava fazendo ele dormir uma soneca, quando a Dani precisou comprar algumas coisas rápidas no supermercado e resolveu ir sozinha comprar de bicicleta (ela sempre saia só acompanhada conosco e principalmente para passear).

Algumas compras

Como eu bem sei, utilizar a bicicleta no cotidiano dá uma sensação de liberdade e amplia nossos limites.

Na segunda-feira, a Dani decidiu então continuar usando a bicicleta, para ir à escola do Gabriel, à farmácia, ao banco.

... indo e vindo...

E o eventual virou cotidiano. Esta semana a bicicleta da Dani não tem mais parado quieta no gancho na parede. Aliás, já fica de prontidão, junto da porta.

Frio ou leve garoa não impediram à Dani de continuar, afinal como ela mesmo disse, pedalando esquenta de uma forma que se tivesse ficada parada em casa, ia passar frio.

Compartimento de carga da Danicleta

Eis que um frio e imóvel chassi ganha vida, calor e movimento, tornando-se uma extensão do corpo… a Danicleta.

Carpe Diem

"Ut melius, quidquid erit pati,
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero."
"Quão melhor é viver aquilo que será,
sejam muitos os invernos que Júpiter te atribuiu,
ou seja o último este, que contra a rocha extenua
o Tirreno: sê sábia, filtra o vinho e encurta a esperança,
pois a vida é breve. Enquanto falamos, terá fugido
ávido o tempo: Colhe o instante, sem confiar no amanhã"

Turbinando o Gabito

Filed under: Sem categoria — XpK @ 19:46

Últimamente só tenho conseguido postar quando estou de licença, mas tudo bem.

Desta vez quero ilustrar as modificações e personalizações aplicadas nos velocípedes do Gabito.

Meio que acreditamos que as crianças brincam com qualquer coisa, mas não é bem assim. Se queremos que a brincadeira seja agradável e periódica, o brinquedo precisa estar bem ajustado e, principalmente, funcionar bem. Ainda mais quando o brinquedo é realmente um meio de transporte.

Vamos começando pelo triciclo:

Tico-Tico Genêrico

Gabriel usava muito ele no verão, época em que ele apenas anda descalço, então foi necessário forrar os pedais com pedaços de câmara MTB.

Pedais cobertos por recorte de câmara de ar

Por outro lado, a roda motriz, feita de PVC, não dava tração suficiente no piso frio, desestimulando o pedalar em favor do ‘empurrar-se com as pernas’. A roda então foi coberta com uma fita feira com recorte de câmara MTB, emendada com um ‘manchão’ consistente de dois grandes remendos, um por dentro e um por fora, assegurando a união dos pedaços. Esta coberta de borracha foi realizada fora da rosa, e uma vez seco o manchão, foi retirada a roda do triciclo (é fixa a pressão) e abraçada com a fitona.

Detalhe do manchão unificador.

Detalhe do manchão unificador.

Como não podia deixar de ser, a bicicleta do Gabriel também passou por modificações.

Por comodidade ou brincadeira, nem sempre ele segura nas manoplas de borracha, então aproveitei uma fita velha de speed, daquelas duras mesmo, e fitei o gidão completo, até a mesa, que neste caso são uma peça só.

Gabriel e seu Guidão fitado.

Gabriel e seu Guidão fitado.

Nos pedais recebeu o mesmo tratamento do triciclo, adicionados recentemente de um “firma-pé”, pois o Gabriel não estava fazendo a volta completa do pedal (a bicicleta não é roda fixa, então ele consegue voltar a pedalada e apoiar de novo o mesmo pé). Com ele, a posição do pé no pedal é garantida. Obviamente a utilização do firma-pé só é possível com um adulto do lado.

Firma-pé

Novamente problemas com a tração tanto no piso frio quanto no pedregulho fino da garagem, a roda traseira recebeu um espiral de borracha, feito com sobras de uma câmara de speed.

Tração incrementada

Dada a receita, espero que seja de utilidade para tirar as crianças daquelas motinhos e carrinhos a bateria.

Mais amor e menos motor. Isso vale para os pais também!

Cliente 100% satisfeito

28/03/2010

XpK 48k

Filed under: Planeta — XpK @ 23:07

É uma loooonga estória.

Passei mal praticamente a semana toda, era malestar, dor abdominal, ora febre, ora dor de cabeça.

Duas visitas ao hospital, apenas para ser diagnosticado da doença curinga : ‘virose’. Obviamente fui receitado com o medicamento curinga: Tylenol.

Inscrito para a Claro 100k desde fevereiro, fui pegar meu kit na quinta já pensando apenas ficar com a camisa e não participar da prova. Afinal, não estava legal de saúde, não tinha arranjado carona para chegar no lugar da largada, e nunca fui com a cara do rodoanel e agora eu ia ser parte de uma grande ação publicitária nessa direção.

Estava arranjando algum esquema para mandar o chip até o lugar da prova para que fosse devolvido.

Sexta-Feira e ainda ruim de saúde, minha prima do Chile, que é enfermeira, me recomendou usar ibuprofeno no lugar do paracetamol (Tylenol), e não é que foi tiro e queda?

O fato é que à noite da sexta-feira minha saúde já tinha estabilizado,  mas obviamente não estava ao 100% da minha capacidade, quando o meu esqueminha para devolver o chip furou. Resolvi esquecer o assunto e fui dormir cedo.

Quando acordei, às 5 da manhã, não conseguia mais dormir, em parte bitolado com a devolução do chip, e resolvi pedalar até lá, pelo menos para usar a camisa do kit e conhecer o local.

Peguei a minha bicicleta e saí, as 6 da manhá, do Tremembé rumo à rodovia dos Imigrantes, com um par de saches de gel e duas barrinhas na camisa, mais um suco e um pão alternando-se na mão a forma de café da manhã.

Estimei a distância em 38k, então fui num ritmo suave, para conseguir voltar sem me cansar demais. Pedalei até o Tucuruvi, desci para o Carandiru, Mercadão Central, Ipiranga, Imigrantes.

Estava na Imigrantes, e as bicicletas caras montadas nos tetos dos carros começaram a passar do meu lado, quando um ciclista pedalando (o único que eu saiba) se dirigia à prova carregando uma grande mochila, ele vinha do Rio de Janeiro, tinha dormido no Ônibus, e na rodoviária decidiu chegar até a prova pedalando.

Fomos juntos pela estrada até o lugar da prova, que pareceu mais longe que o esperado.

Engarrafamentos de SUVs com bicicletas no teto marcavam a paisagem, mas nossos veículos leves e sutis cortavam as filas de carros como x-wings voando entre os destrutores imperiais.

Uma grande e nova ponte atravesava a represa Billings, levando o ‘progresso’ do concreto onde havia florestas remanescentes.

Ao longe, um balão vermelho da Claro indicava o fim do meu percurso: XpK 48k.

Pô! Maurício

Filed under: Planeta — XpK @ 20:26

O Kit que foi entregue aos participantes da Claro 100k incluia um gibizinho da turma da Mônica.

Segue um trechinho:

Cebolinha não caia nessa, é tudo conversa para boi dormir.

Num gibi, fantasia e realidade se misturam, mas o que é fantasia, que motorista mais fica parado do que anda ou que o rodoanel vai melhorar o trânsito em São Paulo?

Cebolinha, Magali e Mônica, falem para seus pais fazerem que nem o pai do Cascão, usem o transporte público, ou que nem o pai do Gabriel, e vão de bicicleta!

Vocês acreditam que com o rodoanel o trânsito na capital vai melhorar?

Conheçam a verdade: http://averdadedorodoanel.blogspot.com/

Muito Dinheiro e Nenhum Respeito

Filed under: Planeta — XpK @ 19:12

Nas pacatas e esburacadas ruas do Tremembé não é comum que surjam carros da faixa de preço de um Maserati.

O que não chama a atenção é o lugar escolhido para estacionar, obstruindo totalmente a calçada, uma prática tão sem-vergonha como cotidiana.

Dinheiro não é problema para o proprio-otário desse carro, então que vá para um estacionamento particular, e tire esse estorvo do espaço público, exclusivo de pedestres.

Tenho dinheiro para comprar o carro e a carta. Mas a educação não se compra.

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